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sábado, 29 de mayo de 2010

M. F (LOS MULTIFUCKERS) Y OTROS CUENTOS de Gonzalo Málaga Ortega. Por Fernando Chuquipiunta Machaca

Gonzalo Málaga Ortega, el escritor andino más importante de la narrativa peruana contemporánea, está en el mejor momento de su carrera literaria. Y es que su reciente libro, “M. F (los Multifuckers) y otros cuentos”, acaba de aparecer en su primera edición y de ser publicada nada menos que en la Editorial Campo de Gules de la ciudad de Lima. Anuncios, por fin, de su tan merecida consagración fuera de nuestras fronteras.

Existe una regla tácita que impone que un libro de cuentos debe ser unitario, coherente, un todo orgánico que camine solo. En “M. F (los Multifuckers) y otros cuentos” de Gonzalo Málaga Ortega reúne cuentos escritos en diferentes épocas y sin elementos que, al parecer, no permiten agruparlos alrededor de un mismo tema. Pese a ello, Gonzalo Málaga Ortega se las ingenió para estructurar un libro sólido con piezas independientes, pero con engranajes, todos, de una narrativa mucho mayor. Es decir Gonzalo Málaga Ortega, trabajó un mismo espíritu y un ritmo único (una marca de estilo, una voz propia, estilizada y ya reconocible) capaz de atravesar las distintas historias que el autor cuenta y que le da noción de unidad, de coherencia al conjunto.

El volumen recientemente editado contiene nueve micro cuentos de excelente factura, propone una manera de contar en la que las palabras en sí misma abre mundos y conforman una trama, un misterio que el lector tiene que presentir, como dice, Carlos Calderón Fajardo, en el prólogo del libro. Al mismo tiempo, la subjetividad de sus protagonistas, se desplazan por la memoria solitaria: colectiva y urbana, con un espíritu fragmentado que incrusta una sensación de frustración que parece reflejarse siempre al final de cada uno de los cuentos, como cuando de pronto el personaje se queda solo.

Siendo Gonzalo Málaga Ortega un narrador puneño que inicia el arduo camino de búsqueda del estilo propio, conviene que no se deje llevar por el realismo tradicional y sacrifique la inagotable vena fantástica que es inherente al mundo andino. El libro llamado: “M.F los Multifuckers y otros cuentos” nos lleva a calificarlo como un narrador eminente que posee la suficiente imagen para recrear la realidad sin aderezos.

El mérito que ostenta su obra literaria radica en el tratamiento de un tema vitalmente trascendental para la sociedad rural andina y que muy pocos autores se atreven a destacar, a pesar que los nuevos narradores no se dan la molestia de referirse al fenómeno social por lo menos indirectamente. Estaremos seguros de considerar a Gonzalo Málaga Ortega entre los prosistas más destacados del sur andino.

Por eso celebramos alborozadamente esta publicacion del libro “M. F (los Multifuckers) y otros cuentos” que el celebrado escritor puneño Gonzalo Málaga Ortega ofrece esta propuesta cuentística del Perú profundo.

domingo, 9 de mayo de 2010

Pedro Silva desde Portugal nos envía un cuento de su autoría: OS MILAGRE DAS ROSAS. 10 años de intensa actividad literaria del escritor

MISIVA DE NUESTRO AMIGO P.S.
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Prezado Cromwell:
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Antes de mais, saudações a partir de Portugal.

Cumprindo, este ano (2010), a minha primeira década enquanto autor, e para além das múltiplas colaborações em revistas, jornais e sítios literários na Internet (seja em Portugal ou no Brasil), a presente missiva electrónica serve o intuito de propor-lhe a publicação de um texto de minha autoria, o qual surge, sobretudo, para comemorar os meus dez anos enquanto autor publicado.

Querendo, assim, associar a vossa publicação a este facto, teria todo o gosto em tornar possível aos vossos leitores uma aproximação ao meu trabalho literário.

Assim, e no seguimento da minha actividade enquanto escritor português - cuja produção literária poderá conhecer no final do presente e-mail - quero apresentar-lhes um texto inédito de minha autoria.

Trata-se de um pequeno conto, de 3 páginas em formato A4 (aproximadamente 9 mil caracteres, incluindo espaços), relacionado com os Descobrimentos Portugueses dirigido a um público leitor jovem.

Como poderá compreender, tratando-se de um conto, é efectivamente em formato de ficção histórica, ainda que tenha factos reais que ajudam a compreender o momento tratado no texto.

Confesso que pessoalmente, e conhecendo a excelência do vosso trabalho cultural, literário e informativo, seria uma enorme honra para mim ter a possibilidade de o publicar nas vossas páginas, caso tal seja do vosso interesse.
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Respeitosamente,

Pedro Silva.


O Milagre das Rosas

Há muito, muito tempo existia uma jovem princesa, conhecida pela sua bondade. Tinha nascido nos reinos de Espanha, mas, quis o destino que o casamento a levasse para Portugal.

Naqueles dias a vida era assim mesmo. Os pais decidiam com quem os seus filhos se casariam. E a princesa, cuja beleza espantava todos à sua volta, chorou. Chorou durante uma semana inteira.

Ao fim de sete dias, sua mãe, a rainha, veio a seu quarto e perguntou:
- Isabel, minha querida filha, porque choras?
A princesa disse, baixinho, como num suspiro:
- Não queria separar-me de si, minha mãe…
Num instante, mãe e filha abraçaram-se, chorando. Naquele instante não eram rainha e princesa. Eram, apenas, dois seres humanos tristes pela separação.

Mas o destino tem sempre muita força. E a jovem princesa Isabel foi levada para Portugal. Muitos cavalos puxavam a sua carruagem. A viagem foi rápida mas, ainda assim, a princesa continuou a chorar. O lenço de linho que a sua mãe lhe ofertara estava agora todo molhado das suas lágrimas.

Ao chegar ao castelo do seu noivo, o rei de Portugal, Isabel finalmente percebeu que o seu destino não era assim tão infeliz quanto imaginara. Dom Dinis – assim se chamava o seu futuro marido – aproximou-se dela. E disse:
- Bem vinda ao meu reino… Fizestes boa viagem?
Isabel confirmou que tudo tinha corrido muito bem. De pronto, apaixonou-se por Dinis, também ele muito educado e de maneiras suaves.
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No dia combinado casaram. Isabel já não chorava. Na verdade o seu rosto não deixava de estar iluminado por um sorriso. O povo português gostava sinceramente dela. E isso fazia sentir-se sempre que passeava nas ruas, distribuindo carinho e felicidade.
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Grande parte do dia da rainha Isabel era, agora, ocupado a distribuir esmolas aos pobres do reino e a cuidar dos doentes. E o seu marido sentia-se com ciúmes, ao vê-lo passar tanto tempo longe de si. Na verdade, Dom Dinis sentia-se orgulhoso pela bondade da sua rainha, mas… Queria tanto tê-la só para si! Assim, chamou-a e disse:
- Proíbo-te de dares mais esmolas.
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Tal como não acontecia desde que deixara o seu castelo, na Espanha, Isabel voltou a chorar. Passou um dia… mais outro e outro ainda. Ao quarto dia, recordou-se de uma jovem mãe e dos seus quatro filhos esfomeados Isabel havia prometido visitá-la. Vestiu-se rapidamente, cobriu-se com um manto e colocou alguns pães no regaço. Ao chegar ao portão do castelo, seu marido chamou-a. D. Dinis tinha percebido que ela se afastara do quarto de forma sorrateira.
-O que levas aí, escondido debaixo do teu manto?
Num ápice, Isabel respondeu:
- São rosas, senhor!
- Rosas? Em Janeiro? – questionou o rei Dom Dinis – Deixa-me ver.
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Triste, mas conformada, a rainha Isabel baixou os braços, mostrando o que estava escondido no seu regaço. Qual não foi o seu espanto quando verificou que os pães haviam-se transformado em lindas rosas, com uma cor e cheiro que jamais tivera oportunidade de tocar. E o seu sorriso voltou a iluminar sua face.
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Daí em diante, Isabel passou a ser conhecida por Rainha Santa, coroada pela sua bondade. E jamais deixou de percorrer as ruas distribuindo pães a todos os que tinham fome.
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Para informarnos acerca de la vida literaria del autor clickear en el siguiente link:
http://grupoliterariosignos.blogspot.com/2009/01/jose-saramago-vida-y-obra-por-pedro.html

sábado, 24 de abril de 2010

Cascahuesos Editores invita: Presentación del libro de cuentos CORTOMETRAJE de Yuri Vásquez en la Feria del Libro "Palacio de Gobierno"

Cascahuesos Editores tiene el agrado de invitarlo a la presentación del libro de cuentos Cortometraje del escritor arequipeño Yuri Vásquez, ganador de la VIII Bienal de Cuento «Premio COPÉ 1994» y finalista de la II Bienal de Novela «Premio COPÉ Internacional 2009».

La presentación y comentarios estarán a cargo de los escritores:
• José Donayre Hoefken
• Lenin Velarde Paredes
• José Luis Córdova

Lugar: Salón Túpac Amaru del Palacio de Gobierno
Día: domingo 25 de abril
Hora: 5:30 p.m.

El ingreso es totalmente libre, (no olvide llevar su DNI para poder ingresar).
Los esperamos.

sábado, 10 de abril de 2010

Nueva publicación en Cascahuesos Editores: CORTOMETRAJE de Yuri Vásquez, Premio Copé de Cuento 1994

Nota de prensa de Cascahuesos Editores

Nos complacemos en informarles que, tras un paciente seguimiento, hemos conseguido extraer de la prolífica obra inédita del escritor arequipeño Yuri Vásquez el primer volumen de cuentos Cortometraje, el mismo que será lanzado al mercado en las siguientes semanas con el propósito de ponerlo en consideración del gran público lector.

Yuri Vásquez nació en Arequipa en 1963. Es abogado de profesión y se desempeña como abogado liberal e independiente, así como asesor legal en la esfera de la Empresa privada. Tiene, además, estudios de Maestría en la especialidad de Derecho Penal. Es uno de los más importantes animadores de la narrativa arequipeña de los 90, destacándose por su gran proyección literaria al haber obtenido el primer lugar en la Bienal de Cuento del premio COPÉ de 1994 con el cuento “Cuando las últimas luces se hayan apagado”, y haber sido recientemente finalista en la II Bienal de Novela «Premio COPÉ Internacional 2009» con su libro El niño de la tempestad. También ha obtenido el Primer lugar en el III Concurso Nacional de Cuento con “La vida detrás de un Biombo” (1993), y el Tercer lugar en el IV Concurso Nacional de Cuento con “Blues en la noche” (1994), ambos organizados por la Municipalidad Distrital de Paucarpata en Arequipa.

Cuenta con una abundante obra inédita, conformada por los libros de cuentos Los imaginados, Témpanos y Kamikazes y las novelas Subterráneos, Los últimos dioses del opio, Abel y la mujer desnuda, y La inmensidad, la misma que se encuentra en pleno proceso de preparación. Ha recibido palabras elogiosas en estudios críticos de la nueva narrativa peruana por parte del prestigioso crítico literario Ricardo González Vigil. Y no obstante, su renuente actitud a publicar, debido al apoyo y por recomendación de los pocos que conocen su obra, todos estos libros se publicarán próximamente.

«YURI VÁSQUEZ es la clase de escritor que no se conforma con la frase cumplidora. Por alguna razón, está condenado a buscar la expresión plena, aquella que no se resume en la oración ni en el párrafo ni en el texto mismo, pues se trata de una búsqueda más ilusoria que fáctica y, por su intrincado derrotero, destila más contrariedad que satisfacción. […] La violencia, el sexo y el poder, que en el fondo tienen la misma materia viscosa en Cortometraje, cobran particulares brillos en cada uno de los catorce cuentos, obligando a que el carácter realista, insólito, fantástico o metaficcional de uno u otro pase a un rotundo segundo plano. Quienes esperábamos este libro no nos queda sino celebrar su aparición», ha dicho, entre otras cosas, JOSÉ DONAYRE HOEFKEN, respecto a este primer texto.

Cortometraje será presentado en las próximas semanas: el día 25 en la ciudad de Lima y el 30 en Arequipa.

martes, 23 de diciembre de 2008

Enrique Vásquez de Las Mil Palabras de Caretas - 2008 y su culpa por Muriel

El Cuento de Las Mil Palabras es el concurso que organiza cada año la Revista Caretas. Este año no fue la excepción. El ganador, esta vez, tiene como renovada carta de presentación un nuevo trabajo -estructuralmente sólido y de lectura fluída-, y nos sumerge a lo habitable y oscuro de una culpa.

Enrique Vásquez Valladares, ganador del concurso, indudable hombre de negocios y también escritor, viene sosteniendo en la literatura peruana una constancia digna de mención. Desde hace seis años, con una vocación que se sujeta a su disciplina, desentraña de las palabras -o les reclama- el ruido necesario para hacer nacer historias contundentes.

Después de “El narrador y la mujer más feliz del mundo” (libro de relatos), “De atardeceres perros y veranos en ti” (primera novela) y otros relatos más (publicados en España), nos trae para complacencia de nuestros lectores: Todo por culpa de Muriel. A continuación, la primera parte (de tres).


TODO POR CULPA DE MURIEL

I.

Fue por eso que estaba allí. De otra manera nunca hubiera sucedido. Sin embargo, ahora, frente a esas mujeres de escandalosos labios humedecidos por alcohol barato, cubiertos de ese acre olor a tabaco, no estoy seguro de poder seguir con esto. ¿Que nunca debí venir? Quizás, es probable. Sin embargo estoy aquí, enfrentado a mis debilidades, disfrutando mi miseria, y es entonces cuando me siento apabullado, humillado, insignificante ante una realidad que me aplasta, me enmudece y me atrapa. Y todo por culpa de Muriel. Si no hubiese sido por ella, su estúpido interés en casarse, en verse a mi lado, de blanco, entrando a una iglesia, quizás ahora en vez de estar acá, estaría a su lado, tomando una cerveza en alguna taberna barranquina o mejor aún en algún hotelito de esos en los que solíamos esperar las primeras horas de un domingo, reposando aquellas copas de vino que habían encendido nuestras pasiones y encandilado nuestras miradas. Pero la realidad es sólida y fría como un hielo. Estoy aquí, sintiéndome un tonto irremediable, por culpa de esa estúpida pelea con Muriel, por culpa de esa vida al lado de Muriel, por culpa de esa boda con Muriel. Sí, porque aunque para muchos resultara una sorpresa (para mí también lo fue), una tarde de febrero, caliente y sudorosa, en la iglesia de Fátima, frente a un puñado de incrédulos invitados y vestido con aquel terno que aún llevaba la etiqueta de la lavandería, me casé con esa muchacha, con Muriel.

Muriel Martínez Melgar, así se llamaba. Dueña de unos imperturbables ojos grises y salpicada con miles de pecas en su cara, era con su alargada figura, su cabello desordenado y sus gestos nerviosos, lo que cualquiera llamaría «una extraña mujer»; sin embargo, para mí, desde aquella noche en que me vio llorar, lo único extraño que percibí en ella, era ese afán descontrolado por casarse conmigo. Muriel, desde que la conocí, se convirtió en la artesana de mis noches, y fue tan diestra en su labor, tan amplia y minuciosa en su entrega, que luego de un amanecer saturado de tabaco, alcohol y un aroma escondido de Givenchi, la mañana del domingo nos encontró acurrucados en un viejo hotel, hablando distraídamente sobre sexo y matrimonio. Y a mí lo primero me terminó llevando irremediablemente a lo segundo. Sucedió algunas semanas después de romper con Malena; entonces resultó fácil, muy fácil, que luego de aquel descalabro sentimental, tomara la decisión (o acatara la de ella) de casarnos. Ahora, luego de algunos años, lo puedo decir sin remordimientos; arrepentido sí, pero sin remordimientos: me casé con Muriel para olvidar a Malena.

lunes, 7 de julio de 2008

Harol Gastelú Palomino (Perú): Cuento

Otoño

Es otoño en Lima. Garúa. Una lluvia fina moja las veredas, a los transeuntes. El frío es intenso. Ando con doble chompa, con chalina. Hasta me arrepiento de llevar el cabello al rape.
Allí está Pamela, más abrigada que yo. Tiene las mejillas frías.
Vamos a un café. Ella da saltitos esquivando los charcos. Parece niña. Juega a formar volutas con su aliento como si fumara un cigarrillo invisible.
Pedimos dos cafés. Ahora estamos sentados uno al frente del otro, al abrigo del local.
-Loco el presidente, ¿no? –me dice-. Ese tío anda más rayado que los LPs de mi abuelo Juvencio. ¡Querer organizar unos juegos olímpicos cuando estamos hasta las patas! Se nota que le falta su litio.
Suelta una carcajada fresca como un amanecer de este otoño.
-Mmm –es lo único que digo, concentrado en contemplarla. Hace tiempo que no escucho las noticias, que no leo los diarios, menos que veo televisión. Prefiero un disco de Ana Belén, de Serrat, de Manuelcha Prado o de Nancy Manchego para no joderme más los oídos por tanta huevada que pasa en el Perú. Las noticias son la misma mierda de todos los días, de todos los años.
-Me alegro que hayas ganado el concurso –me dice. Sí, se nota que está alegre, feliz. Esa sonrisa es tan clara como un manantial de mi pueblo.
-Más me alegro yo. Ahora sí podré pedir licencia.
¡Un mes sin ver a los pulgosos! Solo quiero dormir un día entero. Un día entero sin salir de mi cama, ni a cagar.
-¿A dónde nos vamos?
-A Ica, o a Trujillo. ¿A dónde quieres ir tú?
-Donde tú me quieras llevar.
-Iremos a Ica, a Trujillo.
-¿En serio, amor?
-Claro. Y también a Arequipa. Con el próximo premio nos vamos a Europa.
Pamela sonríe.
Terminamos el café y salimos. La mañana está fría, garúa.
Buscamos un refugio para amarnos. Pienso que con el dinerillo que me den por mi novela podré alquilar un buen lugar para amarnos, lo amoblaremos a nuestro gusto, compraré un equipo de sonido, muchos discos.
Es otoño. En el cielo las nubes están quietas como una estatua. Nos apuramos.

Junio 2008.
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HAROL GASTELÚ PALOMINO. Perú (1968). Autor del libro de cuentos Historias urbanas. Ha recibido los siguientes galardones: 1995: segundo lugar en cuento en los Juegos Florales de La Cantuta. 1997: primer lugar en cuento en los Juegos Florales de La Cantuta. 2004: Premio Nacional de Educación Horacio en cuento. 2005: finalista en novela en el Premio Nacional de Educación Horacio. 2007: Premio Cuentos Ciudad de Trujillo; mención especial en novela en el Premio Nacional PUCP para nuevos talentos; mención de honor en el área de Mitos y Leyendas Populares en el Premio Nacional de Educación Horacio; finalista en cuento en el concurso-taller de El Escriba (Argentina). Acaba de obtener el Premio Pasacalle de novela. Ha publicado sus textos en las revistas digitales Azularte, Yoescribo.com, Remolinos, Destiempos, Palabras diversas, La puerta azul, Letralia, Ciberayllu, Exquioc, Misioletras, Las filigranas de perder y Literarte.